Filme de suspense com Jim Carrey?  Não deve dar certo, pensei.

Ledo engano!

Carrey interpreta um personagem com características densas e percebemos seus esforços para conter os trejeitos cômicos que nos acostumamos a ver.

A trama possui uma desenvoltura bem conduzida, embora em alguns momentos tenha-se a impressão de que ela se tornará confusa ou um pouco cansativa, porém suas reviravoltas não permitem que isso aconteça.

O personagem representado por Carrey é Walter Sparrow. É ele que narra os fatos desencadeados a partir do momento em que se atrasa (por ter sido mordido por um cachorro) para um encontro com sua esposa Agatha Sparrow (Virginia Madson). Enquanto Sparrow tenta chegar ao encontro, Agatha encontra no sebo onde espera, um livro intitulado “Número 23”, escrito por um tal de Topsy Kretts (Top Secret) e presenteia Walter com ele.

O estranho é que diversas passagens do livro reproduzem fielmente detalhes da vida de Walter, e ele começa a perceber o número 23 interligado ao seu passado e também ao seu presente. Tornando-se tão paranóico quanto o personagem da história, descobre que no final do livro acontece uma morte brutal. Quanto mais ele se lê, mais obcecado se torna. A tal ponto que a obsessão de Walter se torna insuportável e  pode colocar em risco não apenas a sua família, como também a sua própria sanidade mental.

Joel Schumacher que assina a direção do longa é conhecido por sua inconstância quanto à qualidade de seus filmes. Na direção de “Número 23” ele foi duramente criticado por alguns e mornamente aceito por outros.

 

Conselho: atentem para o detalhe da figura do cão no filme. Brilhante!

 

Dirigido por Joel Schumacher. Com: Jim Carrey, Virginia Madsen, Logan Lerman, Danny Huston, Lynn Collins, Rhona Mitra, Mark Pellegrino, Bob Zmuda. Gênero: Suspense

 

 Sempre é bom falar de um filme que nos desperta simpatia.

“Borat”, do diretor Larry Charles, que estreou no Brasil em fevereiro de 2007 é realmente engraçado. Construído com ingredientes humorísticos diversos dos apresentados costumeiramente o filme se tornou um marco do diferente no gênero comédia, por esta razão talvez, não tenha agradado a todos os paladares.

Nesta trama foram adicionados ingredientes com altas doses de critica ácida sobre os diferentes costumes e os velhos preconceitos sociais.

O roteiro, muito bem representado pelos atores, abusa do cinismo para apimentar a trama, o que resulta em gostosas gargalhadas.

A idéia de um repórter (Borat) e seu Diretor que partem do Kasaquistão para a América filmando sua viagem na construção de uma espécie de Documentário sobre os costumes Americanos a fim de encontrarem a solução ao problema de seu país, foi genial! Além de serem retratados choques culturais, preconceitos, temos a satisfação de ver tudo isso sobre a lente de aumento do humor, o que torna prazerosa a experiência.

O filme foi encarado como preconceituoso em seu país, o Kasaquistão. O que não foi levado em consideração pelos que apresentaram esta critica é que o filme é uma grande e divertida brincadeira. Uma brincadeira séria, que tem suas doses de inteligência, de acidez e de humor negro, mas a artilharia pesada é apontada aos Estados Unidos, não ao país natal do repórter.

A ingenuidade cretina do protagonista, que por vezes choca, mesclada a situações engraçadas e constrangedoras tornam “Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País do Kasaquistão visita a América” fundamental para um amante do cinema.

Maria Angela

Todos nós acompanhamos, uns com maior e outros com menor interesse, as notícias a respeito da greve dos Roteiristas nos EUA. O foco principal dos noticiários girou em torno da preocupação de que, por cota da paralisação, a cerimônia do Oscar fosse suspensa ou prejudicada, visto que os roteiristas são os responsáveis pela elaboração do roteiro/textos tão famosos deste grande evento do cinema.

O que ficou implícito e que de mais importância esta paralisação deveria ter levantado é a falta de valorização com que o trabalho intelectual tem de lidar em todo o mundo. Se assim o é em países considerados desenvolvidos como os Estados Unidos, imaginemos a situação caótica do Terceiro Mundo.

Os profissionais, das mais variadas áreas, que trabalham com o desenvolvimento de atividades intelectuais permanecem ocultos, ofuscados diante do sucesso de suas obras que, embora gerando grandes lucros nas telinhas, nas telonas, no meio musical, virtual e até impresso, pouco recebem em termos financeiros (ou até em termos de reconhecimento) por seus trabalhos.

A título de exemplos, podemos citar os diversos compositores que passam anônimos durante toda a carreira, enquanto uma infinidade de obras está sendo cantada pelas ruas. E os roteiristas de grandes filmes, que embora gerem bilhões em bilheteria, precisam mobilizar uma paralisação geral, a fim que se lembrem do respeito que seu ofício merece.

Não é raro que um trabalho intelectual seja solicitado sem que um pagamento seja oferecido em troca.
Não que a arte tenha um preço, mas creio ser absolutamente ilógico que Van Gogh tenha morrido praticamente na miséria, enquanto seus quadros possuem um valor inestimável atualmente. Antes não o possuíam? Sim, possuíam. Infelizmente muitos talentos minguam à margem e só são reconhecidos quando não mais podem receber por sua criatividade e talento…
Quando solicitamos um técnico em Antenas Parabólicas, um eletricista, um encanador, sabemos que ele cobrará pelos seus serviços, sabemos e aceitamos que ele cobre inclusive o tempo disponibilizado através da famosa “taxa de visita”, no entanto, quando pedimos um Projeto a um funcionário capacitado, um texto para homenagearmos alguém a um poeta, enfim, um trabalho intelectual, pensamos que ao darmos a este a oportunidade de escrever não precisamos pagar-lhe por esse empenho.
Sim, a arte não tem preço, seu valor dificilmente poderia ser calculado. O artista, porém, tem contas a pagar. Ele se dedica, se expõe, se sacrifica, se supera, faz algo além do que muitas pessoas podem fazer, e, por esta razão, deveria ser reconhecido. Em vida!

Assim como chamamos o eletricista porque seus serviços vão além dos nossos conhecimentos em fiação e eletricidade, solicitamos o trabalho do intelectual porque ele é capacitado para algo, ele possui um diferencial, acreditamos.

Talvez me faça simplista com estas comparações, ou possa parecer demasiadamente materialista pelos apontamentos. Não são estas as minhas reais intenções, apenas ilustro o que possa ter passado intencionalmente oculto durante as discussões a respeito da greve dos roteiristas americanos: uma categoria marginalizada, os trabalhadores intelectuais.
Diante de um mundo que valoriza o trabalho braçal e capitalista, vemos desprezado o trabalho artístico e intelectual, embora precisemos deste tanto quanto de outros. A Arte nos é necessária, mesmo que não possamos perceber sua importância.

Estou sendo exagerada? Então, sem correr olhar para capa do CD, me diga: quem compôs as suas canções favoritas? Sei, algumas foram os próprios músicos que você gosta. Essas você sabe. Mas, e as outras? Será que aquele seu vizinho que compõe na garagem ou outro que produz qualquer outro trabalho intelectual ou artístico não merece ser valorizado?

Os vizinhos de Van Gogh provavelmente achavam que ele era só um esquisitão…

Ps: “Van Gogh vendeu uma única tela enquanto vivo, por 400 francos. Em 1990, cem anos após sua morte, outra tela sua, alcançou o valor de US$ 82,5 milhões, um recorde até então.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Vincent_van_Gogh )

A revista Premiere, uma das mais sofisticadas sobre de cinema dos Estados Unidos – arriscou sua opinião sobre os premiados do Oscar (que corre o risco de não ser apresentado, caso continue a greve dos Roteiristas, ver matéria em nosso blog). Para tanto ela dividiu suas apostas em categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Atriz Coadjuvante. Nas categorias observamos uma outra subdivisão: os “favoritos” e as “zebras”.

ABAIXO APRESENTAREMOS UMA PEQUENA SINOPSE DOS FILMES APONTADOS PELA REVISTA COMO PRINCIPAIS CANDIDATOS AO PREMIO MELHOR FILME:

Filme: Conduta de Risco

Gênero: Drama

Tempo de Duração: 119 minutos

 Sinopse: Michael Clayton (George Clooney) trabalha numa das maiores firmas de advocacia de Nova York, tendo por função limpar os nomes e os erros de seus clientes. Tendo trabalhado anteriormente como promotor de justiça e vindo de uma família de policiais, Clayton é o responsável por realizar o serviço sujo da firma Kenner, Bach & Ledeen, que tem Marty Bach (Sydney Pollack) como um de seus fundadores. Apesar de estar cansado e infeliz com o trabalho, Clayton não tem como deixar o emprego, já que o vício no jogo, seu divórcio e o fracasso em um negócio arriscado o deixaram repleto de dívidas. Quando Arthur Evans (Tom Wilkinson), o principal advogado da empresa, sofre um colapso e tenta sabotar todos os casos da U/North, uma empresa que é cliente da Kenner, Bach & Ledeen, Clayton é enviado para solucionar o problema. É quando ele nota a pessoa em que se tornou.

Filme: Desejo e Reparação

Gênero: Drama

Tempo de Duração: 130 minutos

Sinopse: em 1935, no dia mais quente do ano na Inglaterra, Briony Talles (Romola Garai) e sua família se reúnem num fim de semana na mansão familiar. O momento político é de tensão, por conta da 2ª Guerra Mundial. Em meio ao calor opressivo emergem antigos ressentimentos familiares. Cinco anos antes, Briony, então aos 13 anos, usa sua imaginação de escritora principiante para acusar Robbie Turner (James McAvoy), o filho do caseiro e, amante da sua irmã mais velha Cecília (Keira Knightley), de um crime que ele não cometeu. A acusação na época destruiu o amor da irmã e alterou de forma dramática várias vidas.

Filme: O Gângster

Gênero: Policial

Tempo de Duração: 157 min.

Sinopse: ambientado na Nova York da década de 1970, o longa mostra a trajetória de Frank Lucas (Denzel Washington), o maior gângster que já existiu na cidade. À frente dos negócios de seu ex-chefe, conhecido como “Bumpy” (Clarence Williams III), ele vai até o Vietnã, em plena guerra contra os EUA, atrás de matéria-prima para vender a heroína mais pura e barata encontrada no mercado norte-americano, concorrendo diretamente com a máfia italiana. Sua estratégia para entrar com a droga no país é escondê-la dentro dos caixões dos soldados mortos na guerra do Vietnã. Paralelamente a isso, o policial Richie Roberts (Russell Crowe), que há tempos vem sofrendo na polícia de Nova York no combate ao crime organizado, por ser um policial honesto dentro de um departamento totalmente corrupto, começa a se dar conta de que algo está mudando no dia-a-dia das ruas da cidade. O encontro inevitável entre os dois fará com que inesperadamente unam forças para limpar a cidade dos malfeitores, sejam eles bandidos ou policiais.

Filme: Juno

Gênero: Comédia Dramática

Tempo de Duração: 92 min.

Sinopse: Juno MacGuff (Ellen Page) é uma adolescente que engravida de maneira inesperada de seu colega de classe Bleeker (Michael Cera). Com a ajuda de sua melhor amiga, Leah (Olivia Thirlby), e o apoio de seus pais, Juno conhece um casal que está disposto a adotar seu filho, que ainda nem nasceu. A jovem atriz canadense Ellen Page, que está chamando a atenção de Hollywood, por seu trabalho no filme onde ela atua também com a atriz Jennifer Garner. O Festival de Cinema de Roma deu o prêmio Marco Aurélio de melhor filme para “Juno”, que foi dirigido pelo canadense Jason Reitman. Bem recebido pela crítica, o longa-metragem foi premiado por apresentar a história “de maneira convincente e com algumas pinceladas de humor”.

Filme: Onde os Fracos Não Têm Vez

Gênero: Drama

Tempo de Duração: 122

Sinopse: Texas, década de 80. Umcaçador pouco esperto, Llewelyn Moss (Josh Brolin), encontra uma pickup com vários homens mortos, uma carga de heroína e dois milhões de dólares dentro ele pega a valise cheia de dinheiro mesmo sabendo que em breve alguém irá procurá-lo devido a isso. Logo Anton Chigurh (Javier Bardem), um assassino psicótico sem senso de humor e piedade, é enviado em seu encalço. Porém para alcançar Moss ele precisará passar pelo xerife local, Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones).

Sites: http://www.choveu.net/cinema/

http://www.cinepop.com.br/filmes

http://www.adorocinema.com.br/filmes

http://epipoca.uol.com.br

http://cinema.terra.com.br/interna/0,,OI2211346-EI1176,00.html

            A greve dos roteiristas de Hollywood começou no dia 15/11. Estes reivindicam alguns direitos como o de receber porcentagens maiores nas vendas de DVD – que atualmente é de apenas 0,3% -, e também de ganhar com as vendas que são feitas pela internet, tanto em downloads, como em sites que disponibilizam o conteúdo para ser assistido diretamente dele.           

            Ambas as partes, produtores e roteiristas, dependem uma da outra mutuamente. O que estes querem é que haja um reajuste nos salários, pois quem lucra com a venda relativa a internet – meio de comunicação que vem crescendo muito ultimamente, e tende a crescer cada vez mais – são somente os produtores.

            Os produtores não gostaram da idéia e estão negando tentativas de acordos. Os roteiristas, todavia não estão de brincadeira, e a greve pode atrasar grandes apresentações como o Oscar e o Globo de Ouro, devido ao apoio dos atores a greve e também porque os textos destes eventos são elaborados pelos roteiristas que se negam a escrever.

            Uma greve destas destaca também o valor do trabalho mental, criativo, que merece ser mais respeitado e também melhor remunerado. Se tudo ocorrer conforme exigência dos roteiristas, este quadro tende a mudar. Justiça será feita, além de ser um incentivo para que novos filmes  e séries boas sejam lançados.

            Para quem não acompanha as séries vale a pena conferir destaques como: Lost, Heroes e Prison Break. (Estas as quais os roteiristas participam da greve)            

FILME: TEMOS VAGAStemosvagas.jpg

Titulo Original: Vacancy
Titulo Português: O Motel
Titulo Brasileiro: Temos Vagas

Atores: Kate Beckinsale, Luke Wilson, Frank Whaley, Ethan Embry

Direção: Nimród Antal

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O filme é muito bom para quem adora o gênero suspense psicológico.

Li a sinopse e procurei nas locadoras, apreciei.

Logicamente não é uma superprodução. Também não se deve esperar atitudes inteligentes vindas dos protagonistas, visto que em filmes deste gênero os personagens sempre correm para direção oposta à da lógica, mas, como escrevi acima, para quem gosta do gênero é muito bom.

A sinopse é mais ou menos a seguinte: um casal em crise esta viajando. O “carinha” resolve, enquanto a esposa está “puxando um ronco” a base de drogas lícitas, tomar um atalho (coisa tipicamente masculina) e entra em um trecho muito sombrio. Obviamente encontra pessoas sombrias que lhe indicam um lugar, ainda mais sombrio, para passar a noite. E… HÁ VAGAS!

Bem, enquando estão no quarto descobrem uns filmes, resolvem assistir. Os filmes são de tortura.  O casal se assusta, pois os filmes parecem ser muito reais. Oh, tão reais que o cenário é nada mais, nada menos, que o quarto onde eles estão!

Pois é, eles perceberam que estão em uma baita encrenca. E agora?

Agora é a hora em que eles fazem todo tipo de coisa estúpida para tentar fugir de lá.

O que deixaria a gente morrendo de vontade de ajudar os “bandidões” a darem uns tabefes nos mocinhos, se a gente não fosse super “boa praça”, por isso acabamos torcendo pelo casal, o que nos leva a: roer as unhas, gritar, tentar nos comunicar via TV, dar uns pulinhos no sofá…Enfim, impossível desgrudar os olhos da tela.

No final, é claro, a mulher tem que tentar dar um jeito na bagunça!

(Aviso: você só volta a respirar quando sobem os letreiros…).

 

Vale a pena locar!

Maria Ângela Piai

TRAILER NO SITE: http://www.filmes-de-terror.com/o-motel-vacancy/