Sempre é bom falar de um filme que nos desperta simpatia.

“Borat”, do diretor Larry Charles, que estreou no Brasil em fevereiro de 2007 é realmente engraçado. Construído com ingredientes humorísticos diversos dos apresentados costumeiramente o filme se tornou um marco do diferente no gênero comédia, por esta razão talvez, não tenha agradado a todos os paladares.

Nesta trama foram adicionados ingredientes com altas doses de critica ácida sobre os diferentes costumes e os velhos preconceitos sociais.

O roteiro, muito bem representado pelos atores, abusa do cinismo para apimentar a trama, o que resulta em gostosas gargalhadas.

A idéia de um repórter (Borat) e seu Diretor que partem do Kasaquistão para a América filmando sua viagem na construção de uma espécie de Documentário sobre os costumes Americanos a fim de encontrarem a solução ao problema de seu país, foi genial! Além de serem retratados choques culturais, preconceitos, temos a satisfação de ver tudo isso sobre a lente de aumento do humor, o que torna prazerosa a experiência.

O filme foi encarado como preconceituoso em seu país, o Kasaquistão. O que não foi levado em consideração pelos que apresentaram esta critica é que o filme é uma grande e divertida brincadeira. Uma brincadeira séria, que tem suas doses de inteligência, de acidez e de humor negro, mas a artilharia pesada é apontada aos Estados Unidos, não ao país natal do repórter.

A ingenuidade cretina do protagonista, que por vezes choca, mesclada a situações engraçadas e constrangedoras tornam “Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País do Kasaquistão visita a América” fundamental para um amante do cinema.

Maria Angela